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Alemanha acusa cientista russo de espionar programa espacial Ariane


O foguete Ariane 5 com o Telescópio Espacial James Webb da NASA a bordo, na plataforma de lançamento em dezembro de 2021 (Foto: NASA’s James Webb Space Telescope/Flickr) A Procuradoria Federal alemã apresentou nesta quinta-feira (27) acusação contra um cientista russo suspeito de praticar espionagem em favor de Moscou. O acusado, preso em junho de 2021, teria enviado ao Kremlin informações confidenciais sobre o programa espacial europeu Ariane no período em que trabalhou em uma universidade no Estado alemão da Baviera, segundo a rede Radio Free Europe.


Apresentado pela Justiça alemã como Ilnur N. e empregado em uma universidade bávara, o homem teria reunido informações para a Rússia "sobre as diferentes etapas de desenvolvimento do lançador europeu Ariane", afirmou a Procuradoria, sem dar mais detalhes. Em junho, a Justiça alemã chegou a divulgar que ele era assistente científico de "uma cátedra técnico-científica".


Ilnur N. foi recrutado pelos serviços de espionagem russos "no mais tardar no outono de 2019 (primavera no Brasil)", acrescentou a Procuradoria federal alemã, responsável pelos casos de espionagem.


Os promotores relataram que o suspeito atuava como pesquisador científico em uma universidade bávara sem nome, onde teria participado de “reuniões corriqueiras” na companhia de um funcionário de alto escalão da inteligência russa baseado na Alemanha.


Ilnur, de acordo com a promotoria, entregou aos russos informações sobre projetos de pesquisa no campo da tecnologia aeroespacial, “em particular os vários estágios de desenvolvimento do lançador europeu Ariane”, relatou a acusação.


O programa consiste em uma série de foguetes projetados para transportar cargas pesadas para o espaço, incluindo satélites. O acusado teria recebido pelo serviço cerca de 2,5 mil euros (US$ 2,8 mil) em dinheiro.


A acusação coloca mais lenha na fogueira da crise estabelecida no continente, considerando o contexto geopolítico de tensão entre a Rússia e os países da Europa Ocidental por conta da possibilidade de uma incursão militar na Ucrânia.



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