Buscar

As homenagens pelo primeiro ano de falecimento de Solange Pinto

Atualizado: 23 de mai.



Estamos aqui presentes diante deste texto por causa de Solange Pinto. Normal. Afinal, era uma característica ímpar da nossa filha, irmã, tia, cunhada e amiga Solange: a sua capacidade única de reunir as pessoas. De agregar. A menina que nasceu em 24 de novembro de 1968 e sempre viveu no bairro Santa Rosa, região de Porto União que sua família ajudou a progredir, foi dinâmica assim até se tornar a mulher sensacional que privilegiados conheceram. Tanto é que, por mais longo e merecido que se torne este texto, ele jamais conseguirá traduzir quem realmente ela foi. Isso também porque muitos de nós percebemos suas qualidades de modos e em momentos distintos.

Sim. Solange era onipresente e sua trajetória foi intensa. Reconhecidamente extrovertida, organizada e capaz, foi uma pessoa que se preocupou em ser igual para todos, mas, talvez sem saber, causou-nos percepções diferentes mesmo amando de modo igual e incondicional.

Tocou a cada um de nós de uma maneira. A sua. Então, não há como defini-la em um contexto capaz de atender à expectativa sentimental individual de cada um de nós nesse momento ainda tão estranho para todos: o da sua ausência.


Filha de José Pinto (em memória) e Edeusita Chiptoski Pinto, irmã de Carlos Roderlei, tia da Tainá, Gabriella, Felipe, Júlia e Gislaine, nossa amiga Solange nos abraçou com seus modos simples e objetivo desde os tempos do colégio, dos trabalhos com o açougue da família até suas intervenções pontuais na Associação Empresarial de Porto União. Principalmente em ocasiões como essa de hoje, ainda complicadas e confusas, as quais sempre atravessamos juntos: lá sempre esteve ela, pronta para ajudar. E ela, de algum modo, ainda está por aqui. Basta percebermos o imenso vazio que sua partida, assim mesmo, sem nos avisar, trouxe. Sim, Solange se mostra presente em sua ausência.

Afinal, ela preencheu nosso convívio de uma maneira plena onde sempre nos emprestou carisma, compreensão e amor nas mais distintas tarefas. Principalmente se a missão era ajudar ao próximo. Ah... Isso!

Se existiu alguém em nossa sociedade pronta para o que fosse, para estender a mão, essa era a Solange. Não importava onde, nem quando, nem por que.

Bem por isso, também é em vão tentar reunir adjetivos que a definam como a positiva pessoa que foi. Além de tornar este texto ainda mais longo, seria algo absolutamente mais ineficiente, pois faltam palavras em nosso vocabulário para definir ela e sua ausência.

E se diante dessa concepção ainda é difícil entendermos – e é realmente difícil -, recorremos à etimologia para percebermos que ela fez jus até mesmo ao nome que recebera dos seus pais.

Solange significa 'solene', 'majestosa', 'digna', 'pessoa importante'.

Deveríamos acrescentar: “autêntica”. E sendo assim, verdadeiros como ela, admitirmos para a parcela que não a conheceu pessoalmente que podemos estar nesse momento sugerindo a sensação de que a Solange não tinha lá seus momentos, digamos, “mais humanos”.

É claro que tinha sim. E quem não os têm quando nesta passagem terrena por mais curta que seja!?... E era justamente nesses momentos mais conturbados e agudos da vida coletiva que ela acelerava com energia ímpar em busca do retorno à lucidez e à tranquilidade; o quanto antes; fosse como fosse.


Como bem definiram algumas pessoas de seu convívio mais próximo, “Passou pela vida fazendo o bem, sempre da sua forma discreta, competente, brabona, mas muito compromissada, com um olhar único sobre todos que amou incondicionalmente, sem limites, sem restrições, sem barreiras”. Verdade.


“Olha o prazo! Corrija ali. Onde estão seus documentos? Você assinou todas as folhas? Reconheceu firma em cartório?”...

Impossível imaginar entre a parcela de pessoas que a conheceu pessoalmente quem não tenha sido, pelo menos uma vez, interpelado com um desses seus puxões de orelha. “É pra ontem!”, dizia ela.


Pois é. Para hoje, nos resta recordar que toda essa tensão relaxava e tudo voltava ao normal cada vez que sentávamos à mesa ao final de qualquer missão cumprida, tenha sido o resultado aquele esperado ou não. Afinal, com sua resiliência, ela já estava pensando e nos chamando para a próxima.


Hoje, nos chamou para abraçarmos sem poder abraçar diante desse texto lido em sua missa de Sétimo Dia em 27 de maio de 2021 e aqui publicado como homenagem aos seu 1º ano de falecimento.


Solange Pinto era mesmo além do nosso tempo. Tanto é que não precisou de todo o seu tempo carnal para cumprir sua missão. Foi cedo demais para nós, talvez não para ela.

Hoje aqui estamos, ainda incrédulos, com o insistente sentimento batendo em nosso subconsciente afirmando que não é verdade, que não é possível, que ela se foi. Pois é.


Quem tanto insistiu em nos fazer sorrir, hoje ainda nos faz chorar. Justamente ela que tanto nos ensinava a aproveitar o lado divertido da vida e não por menos foi uma das idealizadoras da Festa Nacional do Steinhaeger de Porto União...


E olha ela aí de novo: até uma festa era sinônimo de seu competente trabalho.

Aliás, foi no ambiente laboral que ela se desprendeu desse mundo material, nos reforçando, quem sabe, mais um recado seu: o de lutarmos sempre até o fim. Mas, qual fim?


O nosso e nem o dela chegou. Pois temos a certeza de que a Solange viverá sempre em nosso respeito e em nossas melhores memórias.


Marcelo Daniel Storck.

Porto União (SC). Originalmente em 26/05/2021, atualizado em 20/05/2022.


MISSA DE UM ANO A missa de um ano de falecimento será celebrada neste sábado (21), às 19h, na Igreja Santa Catarina, no bairro Santa Rosa.


1/7