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Balé Teatro Guaíra prepara espetáculo que debate raízes da cultura



O próximo espetáculo do Balé Teatro Guaíra, Terra Brasilis, vai reunir dois coreógrafos renomados, Alex Soares e Jorge Garcia, para discutir as raízes cultura brasileira. O projeto do diretor do BTG, Luiz Fernando Bongiovanni, é aproveitar como gancho os aniversários da independência do Brasil e da Semana de Arte Moderna. As apresentações também farão parte de um projeto do Governo do Paraná para democratizar o acesso à cultura e terão sessões didáticas para alunos de escolas públicas.


Bongiovanni explica que os dois eventos, a Independência e a Semana de Arte, fazem parte do processo de construção da identidade nacional. A ideia é celebrar a brasilidade que surge a partir desses dois eventos. A estreia será em abril e a programação completa ainda será divulgada.


Com Terra Brasilis o BTG visita de maneira antropofágica as raízes europeias a partir do trabalho com música barroca e a orquestra. A analogia é com os artistas de 1922, que buscaram construir um novo imaginário sobre o Brasil a partir da apropriação crítica do que se produzia na Europa. No BTG, é a vez de bailarinos brasileiros trazerem suas perspectivas para o palco do Guaíra a partir das ideias de brasilidade e construção de singularidade.

O diretor-presidente do Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro, explica que a proposta do BTG se insere em um projeto maior de democratização da cultura que será implementado em 2022. A ideia é celebrar a arte popular do Paraná e do Brasil.

“Este será um ano significativo para a cultura, para celebrarmos o fim da pandemia. Queremos estar mais próximos do público e todas as nossas ações em 2022 seguirão essa linha”, diz.

  • Coreógrafos

Alex Soares é coreógrafo e videomaker, com passagem por grandes companhias, como Balé da Cidade de São Paulo e Cisne Negro Cia de Dança. Recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, como International Choreography Competition. Atualmente dirige o Balé Jovem de Jundiaí.


Jorge Garcia também tem passagem por companhias importantes do país, como Balé da Cidade de São Paulo, e nos últimos anos tem se destacado com trabalhos independentes. É diretor, coreógrafo e bailarino da Jorge Garcia Companhia de Dança e divide a direção do Grua – Gentlemen de Rua.

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