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DPE-PR realiza primeiro atendimento presencial para usuária surda com a presença de intérprete


Pela primeira vez em Curitiba, a Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) atendeu presencialmente uma mulher surda com a ajuda de uma intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras). O atendimento aconteceu no posto da instituição na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), no Centro Cívico, nesta quarta-feira (20/07). O serviço é resultado da parceria que a Assessoria de Projetos Especiais (APE) da DPE-PR formalizou com o Departamento dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Prefeitura de Curitiba, em fase "piloto" desde março deste ano.

“Nós fizemos o atendimento hoje na presença de uma intérprete da Central de Libras de Curitiba, e pudemos sentir como é importante garantir a acessibilidade pelo nível de satisfação da nossa usuária. Ela pôde encontrar na Defensoria, além de orientação jurídica, um serviço totalmente acessível, humanizado, de acolhimento pela instituição”, comenta o Coordenador da Assessoria de Projetos Especiais e do posto da ALEP, Defensor Público Matheus Munhoz. A auxiliar de serviços gerais Cheily Fox, 40 anos, foi recebida pela equipe do posto da DPE-PR na ALEP ao lado da intérprete de Libras Sonia Franco de Paula, cedida pela Central de Libras do município para acompanhar o atendimento. “Quando não tem intérprete, fica muito difícil. Antigamente, não tinha intérprete em lugar algum. A gente quer ser protagonista da nossa história. É muito importante para nós”, frisa Cheily. Ela buscou o atendimento da Defensoria para entender o que poderia ser feito em relação à herança do pai dela, falecido no ano passado. Ela tem outros oito irmãos e uma madrasta, e buscou compreender o que é de direito de cada um(a). “Eu quero entender ao que eu tenho direito”, conta.

O projeto tem um pilar principal: deixar a DPE-PR cada vez mais preparada e capacitada para poder atender todo mundo de forma cada vez mais inclusiva. O serviço de atendimento com a ajuda de um(a) intérprete pode ser realizado de três formas: a primeira é sem agendamento, por demanda espontânea. Qualquer pessoa pode chegar a um local de atendimento da Defensoria e, em seguida, um(a) servidor(a) da instituição solicitará, à Central de Libras da prefeitura, a ajuda de um(a) intérprete por chamada de vídeo. Além disso, o atendimento pode ser agendado no site da Defensoria ou pelo WhatsApp da sede da DPE-PR onde o(a) usuário(a) mora. O cidadão ou cidadã pode informar, durante o agendamento, que precisa de um(a) intérprete. A terceira possibilidade ainda está disponível apenas para Curitiba, e a pessoa pode solicitar diretamente um ou uma intérprete para a Central, para que ele ou ela possa acompanhar o(a) usuário(a) da DPE-PR presencialmente durante seu atendimento na capital. “Essa política nada mais é que garantir a dignidade e a humanidade do atendimento prestado diariamente para a população do estado, garantindo acessibilidade em todos níveis a todos e todas as usuárias da Defensoria”, afirma Munhoz.



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