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Duas operações do GAECO causaram deturpações quanto a objetivos e envolvidos nas Gêmeas do Iguaçu



O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Paraná, juntamente com a Corregedoria da Polícia civil, cumpriu ontem, 1º de junho, 26 mandados de busca e apreensão em 13 municípios do Paraná e um de Santa Catarina, num desdobramento da Operação Aboiz, desencadeada em 30 de abril de 2019 para investigar possíveis delitos cometidos com a participação de policiais civis.

Neste caso, são apurados os crimes de corrupção passiva, estelionato, prevaricação e associação criminosa.


Associada à noticia anterior de que o GAECO de SC também havia executado operação nas Gêmeas do Iguaçu, um dia antes (em 31 de maio, como você leu aqui no A2), houve deturpações das ocorrências distintas, principalmente por meio de redes socais, mas com ruídos que chegaram até parte da imprensa que retificou informações deixando o desvínculo mais claro.

A ponto de o delegado de União da Vitória, Douglas Possebon e Freitas, precisar vir a público para destacar que, com relação à Aboiz, apenas uma residência de União da Vitória foi visitada pela operação, não havendo envolvimento de nenhum integrante local da Polícia Civil.


A Operação do Gaeco PR

Conforme investigações do Gaeco, um empresário manteria uma empresa de recuperação de automóveis furtados e contaria com o auxílio de agentes da Polícia Civil, que passariam previamente os dados dos veículos para o líder da organização. Entre os alvos dos mandados, estão um delegado, quatro escrivães e cinco investigadores da Polícia Civil. Nenhum local.

O Juízo da 2ª Vara Criminal de Guaíra, que expediu as ordens judiciais, determinou ainda a suspensão das atividades econômicas da empresa investigada e o afastamento das funções de quatro policiais civis, incluindo um delegado (os quais só poderão exercer atividades administrativas). As investigações começaram quando se verificou que um veículo apreendido na cidade de São Mateus do Sul fora restituído ilegalmente, com participação de policiais civis das delegacias de Guaíra e de Marechal Cândido Rondon no Paraná.

Os mandados foram cumpridos em seis delegacias de polícia, um escritório de advocacia, uma empresa e diversas residências em Curitiba, São José dos Pinhais, Piraquara, Toledo, Foz do Iguaçu, União da Vitória, Altônia, Guarapuava, Matinhos, Ponta Grossa, Pontal do Paraná, Pinhais e Umuarama, além de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Foram apreendidos celulares, documentos (alguns deles falsificados) e valores.


A Operação do Gaeco SC

Na terça-feira (31/5), o GAECO de SC deflagrou operação que corre em sigilo e também para o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná.


A operação cumpriu 10 mandados expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Concórdia em Porto União, em Caçador, e em Porto Vitória, no Paraná, com apoio dos Núcleos Regionais do GAECO de Chapecó, de Lages, de Joinville e do GAECO/PR.


Os fatos são investigados em um procedimento investigatório criminal instaurado na 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Concórdia, que apura a ocorrência de possíveis crimes contra a Administração Pública praticados pelos investigados em procedimentos licitatórios do Município de Concórdia.

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