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EUA acusa site informativo de disseminar propaganda pró-Rússia


Vladimir Putin, presidente da Rússia, em janeiro de 2021 (Foto: Wikimedia Commons)


Oficiais da inteligência dos EUA acusam um site informativo financeiro de extrema-direita, o Zero Hedge, da Bulgária, de disseminar propaganda russa e também promover a desinformação entre os cidadãos ucranianos e norte-americanos.


O veículo conservador tem mais de um milhão de seguidores no Twitter e um número considerável de seguidores nos EUA. Ele é acusado de publicar conteúdo produzido pela mídia estatal russa, embora os denunciantes não tenham como afirmar que o site tinha consciência de atuar a serviço da inteligência de Moscou.


Embora tenha como foco central o mercado financeiro, o Zero Hedge tem publicado também conteúdo político, no qual contesta o governo Biden.


O site nega as denúncias. “A conclusão é a de que essas acusações que buscam audiência fácil, segundo as quais de alguma forma trabalhamos para o Kremlin, não são novidade: enfrentamos repetidamente alegações semelhantes ao longo dos anos e podemos confirmar com certeza que todas elas são ‘erros’”, disse o Zero Hedge.


O site aumentou as críticas a Washington em meio à possibilidade de uma invasão da Rússia à Ucrânia, alegando que o governo norte-americano tem espalhado o pânico entre os ucranianos. Há, inclusive, artigos publicados por pessoas afiliadas à Strategic Culture Foundation (Fundação Estratégica de Cultura, em tradução literal), sancionada em 2021 por Biden sob a acusação de participar da interferência da Rússia nas eleições de 2020 nos EUA. Líderes da entidade teriam atuado a serviço da inteligência russa.


Além do Zero Hedge, a inteligência norte-americana citou outros dois sites, Odna Rodyna e Fondsk, que seriam dirigidos pela Strategic Culture Foundation, além de outros três a serviço da FSB (Agência de Segurança Federal, da sigla em inglês) da Rússia. O conteúdo publicado por eles seria especialmente danoso à imagem da Ucrânia, mas também conteria desinformação referente à pandemia de Covid-19.


“Esses sites permitem que o governo russo garanta apoio entre as populações russa e ucraniana”, disse um funcionário do governo norte-americano que não quis se identificar. “Este é o principal vetor de como o governo russo reforçará o apoio doméstico para uma invasão na Ucrânia”.


Com informações da agência Associated Press (AP), Wikimedia Commons e Zero Hedge.

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