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Ex-prefeito Orildo é condado a mais de 100 anos de prisão


Ex-prefeito de Major Vieira, Orildo Severgnini/Divulgação

O ex-prefeito de Major Vieira e ex-presidente da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), Orildo Antonio Severgnini (MDB), foi condenado a mais de 100 anos de prisão, sendo 98 anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado e mais dois anos e nove meses de detenção em regime inicial aberto. Esta foi a segunda pena aplicada a ele por crimes investigados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na Operação Operação Et Pater Filium. Na primeira sentença, Orildo foi condenado a mais de 57 anos de cadeia.


A sentença da Vara Criminal da Comarca de Canoinhas publicada ontem (30), reconheceu Orildo como autor de crimes de peculato (134 vezes) e de lavagem de dinheiro (22 vezes), além de fraude a licitação, apontados pelo MPSC. Na mesma decisão, seu filho, Marcus Vinicius Brasil Servegnini, foi condenado a mais de 30 anos de prisão pela participação em parte dos crimes.

Foi condenada, também, Maria Evani dos Santos, apontada como laranja de Marcus, a 36 anos e 11 meses de reclusão e a dois anos e dois meses de prisão.


Diogo Muck de Oliveira, que ajudava Marcus a fraudar licitações, foi condenado a 2 anos e 2 meses de reclusão por ter feito acordo de delação premiada. Tanto ele quanto Maria podem recorrer da sentença em liberdade.


Nesta fase, foi apurada fraude à licitação para a pavimentação asfáltica de uma rua de Major Vieira, e o desvio de bens, serviços e valores públicos em uma série de oportunidades, além do crime de lavagem de dinheiro por meio de empresa de fachada e transferência de bens móveis e imóveis.


A sentença na ação penal foi publicada um dia após ser deflagrada a sétima fase da Operação Et Pater Filium, com o cumprimento de 14 mandados de prisão e 47 mandados de busca e apreensão nos municípios de Canoinhas, Bela Vista do Toldo, Itaiópolis, Porto União e Bituruna (PR).


Com informações de Jmais

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