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Fapesc projeta ações para incentivar participação feminina no ecossistema de CTI



Foto: Mauricio Vieira/Arquivo/Secom


No universo da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), 62% das bolsas de mestrado e doutorado foram concedidas às mulheres. Em relação à participação feminina como coordenadoras de projetos de pesquisa, a porcentagem é menor: 40%.


Já em relação à presença de mulheres comandando empresas na área, o número é de 25%. Com base nestes dados, no mês de março será lançado um edital inédito para o público feminino.


Estes números fazem parte de levantamento da Comissão de Estudos e Incentivo à Participação de Mulheres na Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina. Neste 11 de fevereiro, Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, é um momento de reflexão sobre estes dados. A data foi definida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 2015, com o objetivo de fortalecer o compromisso global com a igualdade de direitos entre homens e mulheres.


De acordo com a gerente de Tecnologia e Inovação da Fapesc, Gabriela Botelho Mager, uma das coordenadoras da comissão, o que mais chama a atenção é a baixa participação das mulheres no mercado de tecnologia: 25%, ante 75% dos homens. “Esse é o dado mais significativo, que tem uma distância muito grande das mulheres em relação aos homens. São poucas mulheres empresárias e mesmo participantes como colaboradoras das empresas”, avaliou. A Fapesc está planejando ações específicas para esta área.


Os dados do número de bolsas é o mais positivo para as mulheres: 62% das bolsas de mestrado e doutorado foram concedidas no período de 2017 e 2019.


Das cinco gerências da Fapesc, quatro são comandadas por mulheres, incluindo a gerente de Ciência e Pesquisa, Deborah Bernett, com pós-graduação na França, pesquisadora da área interdisciplinar, doutora em Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPGEGC) pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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