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Mais de 2 mil caminhoneiros brasileiros retidos há 18 dias nas fronteiras com Chile e Argentina


Mais de 5 mil caminhoneiros estão retidos há 18 dias na fronteiras da Argentina com o Chile. Aproximadamente 2 mil são brasileiros, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL).


Isso ocorre desde que a aduana deixou de aceitar testes de Covid-19 realizados fora do território chileno, segundo a CNTTL. A medida exige que os caminhoneiros apresentem testes negativos de Covid-19, o que acumula filas de motoristas em situação precária. Apesar da exigência, as autoridades sanitárias não têm conseguido atender a demanda de testagem.


Entre os profissionais, centenas são do Oeste de Santa Catarina. Somente de Chapecó, 40 motoristas estão paralisados. Segundo relatos, não há espaço físico e atendimento adequado aos motoristas e o prejuízo é incalculável para o transportador e o motorista.


Piora porque não há água, comida, banheiros e todos estão sujeitos a assaltos, uma vez que o motorista precisa cuidar do produto. A partir de hoje, os condutores terão de apresentar testes PCR negativo realizados em no máximo 48 horas antes do ingresso no Chile.


A diretora avalia a medida sanitária do governo chinelo como exagerada e tem trabalhado junto à ABTI para auxiliar os motoristas. “A ABTI vem trabalhando desde que recebeu as primeiras denúncias dos motoristas em relação a esta testagem exagerada. A nossa maior preocupação foi em relação aos caminhoneiros que testaram positivo que estavam na casa sanitária porque eram eles que precisavam de atendimento médico”, frisou.


Para a Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), os motoristas não apresentam riscos em relação à propagação do coronavírus, porque a Covid-19 está em todo o local e o transporte não é o vetor. Para a entidade, de todas as profissões os motoristas foram os que menos contaminaram, porque trabalham sozinho nas cabines.

Por telefone, o consulado brasileiro disse que está auxiliando os caminhoneiros e informou que a Associação Brasileira dos Caminhoneiros está fornecendo alimentação.

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