Buscar

Maria-fumaça 310 está restaurada, restando ajustes de freios e conclusão dos vagões


Marcelo Storck | Jornalista DRT 8108


O mais importante projeto turístico de todos os tempos na região do Vale do Iguaçu avança diante da união de esforços, empenho e muita dedicação com uma notícia-fato animadora: o “Trem das Etnias” já vê concretizada a restauração de sua peça principal, a charmosa e histórica Maria Fumaça 310.


Ontem (11) Élio Weber, um dos entusiastas do grupo de empresários que viabilizou este sonho, explicou ao A2 Portal que a restauração da locomotiva a vapor que “viveu” nada menos do que a Guerra do Contestado, está conclusa.


“Faltam a recuperação e os ajustes do sistema de freio de toda composição”, explicou.

Óbvio, além de “andar”, a locomotiva precisa deste dispositivo de segurança em dia. Mas o que não para é a determinação do grupo. Restando a conclusão do restauro dos vagões de passageiros, fator determinante para que os freios possam ser testados, os idealistas ganham essa motivação ímpar de poder ver a máquina restabelecida.


Uma locomotiva histórica que por muitos anos foi submetida a intempéries e até foi constantemente depredada quando virou monumento estático da Praça Visconde de Nácar, em União da Vitória, vive.


Agora, revitalizada por mãos locais (tanto a estrutura mecânica de caldeiras quanto as partes em madeiras foram recuperadas qui nas Gêmeas do Iguaçu), esta preciosidade voltará ao seu local de merecido uso, que são os trilhos até a estação Engenheiro de Mello para passeios turísticos que não levarão passageiros apenas: transportarão a história a tiracolo e carregarão as Gêmeas do Iguaçu, definitivamente, para um novo e verdadeiro conceito de cidades turísticas.


Ainda não há definição de prazo para o início dos passeios. Mas as fotos já anunciam que isso está se aproximando.


A MF 310

Construída nos Estados Unidos em 1913, a locomotiva é uma das poucas máquinas a vapor existentes no Brasil. Sua caldeira é tocada a lenha. O estoque de água e madeira fica no compartimento traseiro, chamado “tender”.


A 310 fazia principalmente o trecho entre Porto União-União da Vitória e o porto de São Francisco do Sul, no litoral catarinense. Em 1977 deixou a ferrovia para fazer parte da paisagem da Praça Visconde de Nácar. Lá ficou exposta 28 anos em homenagem aos ferroviários e à ferrovia que fizeram da cidade de União da Vitória a 4ª maior economia do Paraná no início do século XX. A partir de 2005 voltou a ser objeto de intenção do turismo ferroviário, agora muito bem concretizado.

1/7