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Obesidade aumenta risco de câncer, alerta oncologista


A obesidade aumenta em aproximadamente 30% os riscos de câncer e está relacionada a 13 tipos de tumores oncológicos como os do trato gastrointestinal, ovário, tiroide, entre outros. “Alcançar o peso ideal deve ser uma meta para melhorar a qualidade de vida e reduzir significativamente os riscos de um diagnóstico de câncer”, orienta o médico Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica do doutorado em medicina da Universidade Nove de Julho (Uninove), do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e PhD em oncologia pela Universidade do Porto, Portugal.


O estudo Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), de 2019, mostra que a obesidade passou de 11,8% da população brasileira, em 2006, para 20,3%, em 2019, uma alta de 72%. O excesso de peso é registrado em 55,4% dos brasileiros.


O oncologista explica que o tecido gorduroso amplia a produção do hormônio estrogênio nas pessoas obesas e pode estar relacionado a um estado inflamatório sistêmico no indivíduo: “Nas mulheres, ele favorece o aparecimento de tumores como os de mama e endométrio. Além disso, câncer de esôfago, intestino, reto, rins e pâncreas são frequentemente relacionados à obesidade”.



Ramon de Mello ressalta a importância de mudanças de hábitos como forma de prevenir as doenças oncológicas. Segundo ele, a prática de exercícios físicos, pelo menos três vezes por semana, com 60 minutos de duração por dia, ajuda a evitar o sedentarismo. “Uma caminhada no começou ou final do dia e até dispensar o elevador são medidas que os pacientes podem adotar no cotidiano”.


Uma alimentação saudável, rica em produtos in natura, é outra medida preventiva contra os tumores oncológicos. “Evite a ingestão de alimentos com excesso de sal, condimentados, defumados e gordurosos, bem como os ultraprocessados. Alguns alimentos ajudam no emagrecimento, como o brócolis. A maçã, por exemplo, contribui para a digestão”, detalha o oncologista.


Sobre Ramon Andrade de Mello


Pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra), Ramon Andrade de Mello tem doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).


O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, Ministério da Saúde de Portugal e Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, Ramon tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é Coordenador Nacional de Oncologia Clínica da Sociedade Brasileira de Cancerologia, membro da Royal Society of Medicine, London, UK, do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal (ESMO GI Faculty) da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology – ESMO), Membro do Conselho Consultivo (Advisory Board Member) da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology – ESO) e ex-membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto (mandato 2016-2019) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology – ASCO).


Dr. Ramon de Mello é oncologista do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e do Centro de Diagnóstico da Unimed, em Bauru, SP.

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