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Pararam o cartões? Nada! Meia Vinícius, do Iguaçu, expulso após apito final contra o Toledo

Atualizado: 22 de abr.

Por Marcelo Storck - Artigo de opinião Jornalista - DRT



A torcida e a diretoria iguaçuanas nem bem acordaram do pesadelo de ontem (20) quando o Iguaçu, fora de casa, perdeu de virada o jogo por 3 a 1 para o Toledo - e a cabeça para a arbitragem - e já recebem nova notícia de cartão vermelho. Isso mesmo. Depois que o jogo terminou, aos 53min, o meia Vinícius Leite (10), autor do golaço do Iguaçu, recebeu cartão vermelho da conturbada, duvidosa e contestada arbitragem de Irati (PR): árbitro Jose Maria Molinari Filho, com bandeiras Gustavo Kucharski e João Vinicius Ribeiro.

Segundo a súmula, por ter se dirigido à arbitragem após apito final e proferido as seguintes palavras: Você queria ser a estrela do jogo? Conseguiu dar seu show! Seu a... Já pegou o dinheiro com eles? Vocês são ruim pra c..."

Conforme o A2 contou após a partida, um lance capital no primeiro tempo em que Lika recebeu amarelo aos 23min depois de reclamar a marcação equivocada de um impedimento (imagem acima/reprodução ToledoWebAgora) deu início à série de 14 cartões: quatro amarelos para jogadores cada time, três vermelhos para o Iguaçu e outros três para comissões técnicas, sendo um amarelo para o Toledo e dois vermelhos para o Iguaçu.


Esse lance em que o bandeira aparece mal colocado e no qual nitidamente até o jogador de camisa número 3 do Toledo dá condições para a Lika – oxalá falar do último zagueiro do Toledo... - era oportunidade clara do Iguaçu fazer o segundo ainda na primeira etapa. E aí, cabe expulsão do bandeira? Não para por aí. No lance em que Lika foi expulso direto, o árbitro apitou atrasado, depois de ter sido informado por seus auxiliares que Lika havia pisado nas costas do jogador do Toledo, conforme súmula: “Após a marcação de uma falta feita pelo seu companheiro de equipe, o mesmo pisa fora da disputa de bola nas costas do seu adversário, que estava deitado no chão.” Veja o vídeo:


Com dois a menos, ainda assim o Iguaçu lutou, mas foi vencido num lance de pênalti em que o árbitro inicialmente marcou tiro de meta, mas quem marca é o bandeira acusando puxão de Jô. O Iguaçu discorda e alega que, se foi considerado puxão ele é de menor intensidade que o praticado antes pelo atacante do Toledo na mesma jogada. Veja o lance:


Por fim, no terceiro e derradeiro gol do Toledo, o Iguaçu reclama de um toque de mão do atacante do Toledo. Veja o lance:


Erros O Iguaçu cometeu erros sim. Depois de um primeiro tempo irretocável, com futebol de gala, a segunda etapa foi de equívocos. O time “dormiu” no gol de empate do time da casa. No lance da expulsão de Jô, perdeu uma bola no ataque que na cartilha não se permite perder. E o que já estamos calejados de saber: mesmo em ocasiões de nítido prejuízo laboral, piora quando se perde a cabeça. As imagens estão aí, para “falar” pelos atletas e dirigentes que, mesmo de modo compreensível, se irritam. Isso, se existe alguma má intenção ou má condição técnica no comando da partida, só torna o abismo maior. Inclusive financeiro, pois cartões custam dinheiro também.

Desta partida, prejudicado, o Iguaçu herdou cinco desfalques para o jogo diante do Prudentopólis, domingo (24), em casa. Outros atletas lesionados e gripados tornam o futebol um quebra-cabeças na prancheta de Dudu Sales.

Que não percamos nem quebremos a nossa para o decisivo domingo e que, juntos, possamos superar a tudo isso. Inclusive os conhecidos “erros” da arbitragem paranaense.









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