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Relatório dos EUA indica China como maior fonte de produtos falsificados e cita o Brasil


A China é a maior fonte de produtos falsificados do mundo. É o que apontam os dados constantes do mais recente relatório do Escritório de Representação Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), agência federal que regula o comércio no país da América do Norte. O documento lista páginas na internet e estabelecimentos físicos do mundo inteiro, inclusive do Brasil, que oferecem produtos físicos e conteúdo digital pirateado.


No caso da China, país com mais estabelecimentos e páginas listados, a novidade é a inclusão do site de comércio eletrônico AliExpress e do sistema de comércio eletrônico do aplicativo chinês WeChat, “dois importantes mercados online baseados na China que supostamente facilitam a falsificação de marcas registradas”.


“Esse comércio ilícito também aumenta a vulnerabilidade dos trabalhadores envolvidos na fabricação de produtos falsificados a práticas trabalhistas exploradoras, e os produtos falsificados podem representar riscos significativos para a saúde e segurança de consumidores e trabalhadores em todo o mundo”, disse a embaixadora do USTR, Katherine Tai.


O relatório ainda coloca a pirataria como fonte de trabalho forçado e de outros abusos. “As fábricas localizada na China, produzindo itens falsificados, geralmente têm condições de trabalho inseguras que não se enquadram nos padrões locais ou internacionais de meio ambiente, saúde e segurança”, diz o texto.


Há casos, por exemplo, de fábricas que operam com janelas fechadas, sem ventilação e durante a noite, tudo para burlar a fiscalização. E o fazem mesmo quando usam produtos químicos perigosos, que exigiriam condições bastante distintas para preservar a saúde dos empregados. Em outros casos, a fim de economizar, os donos da empresas trocam produtos seguros por outros proibidos e mais baratos. Uma testemunha descreveu três fábricas que visitou como “terrivelmente inseguras”.


O relatório diz, por fim, que “os dados existentes mostram uma correlação entre o uso de trabalho forçado e trabalho infantil na produção global de determinados produtos e os tipos de produtos mais comumente falsificados”.


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