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SC: morte de vítima de ataque de abelhas reforça precauções com relação ao inseto



A agricultora Denize Savalagio Kniess (29 anos), foto abaixo, morreu no domingo (30 de janeiro) em decorrência de um ataque de abelhas em Presidente Getúlio (SC) na quinta-feira (27 de janeiro. Denize estava roçando o pasto da sua residência, localizada no bairro São José, quando a ferramenta atingiu acidentalmente um enxame de abelhas que estava no chão. Ela recebeu cerca de 100 picadas. Denize era casada e deixa uma filha de apenas cinco meses.


Em janeiro, dois graves ataques de abelhas deixaram pessoas feridas em Porto União e em Blumenau. A ocorrência local foi num sábado (8 de janeiro), no bairro Santa Rosa. Dois homens que faziam serviço de roçada em um terreno baldio tocaram em uma caixa que abrigava uma colmeia. As abelhas reagiram de forma agressiva, mas apesar de terem sofrido ferroadas, os homens recusaram encaminhamento para atendimento médico. As abelhas entraram ainda em casas próximas ao local, onde atacaram mais dois moradores. Entre eles, um homem de 67 anos, que estava consciente, mas apresentava hipertensão arterial e vários sinais característicos de ferroadas, e um rapaz de 20 anos, que também estava consciente e apresentava igualmente vários sinais característicos de ferroadas. Após atendimento pré-hospitalar, ambos foram encaminhados ao hospital para avaliações e procedimentos médicos.


O que fazer diante de um ataque?

Analisar antecipadamente os locais onde vai interagir com jardinagem ou carpintaria mostra-se eficaz medida que diminui riscos. A Epagri recomenda muito cuidado ao avistar um enxame de abelhas, pois ruídos, tremores, vibrações, movimentos rápidos chamam a atenção delas. Quando o ataque é desencadeado, o as abelhas investem indiscriminadamente a todos que estiverem nas redondezas.

Procedimentos

Afaste-se da colmeia o mais rápido possível protegendo cabeça e pescoço

Não se debater: quanto mais você se agitar, mais abelhas vai atrair;


Não matar abelhas: pois quando morta ela libera um cheiro que as outras abelhas reconhecem e elas aumentam o ataque;


Se tiver fonte de água ou fumaça, utilize! Uma corrente de água bloqueia a chegada dos insetos, e a fumaça faz com que elas se tranquilizem;


Quando já estiver protegido, socorra quem estiver sendo atacado com uma coberta onde já não se observem abelhas sobrevoando

Se precisar remover uma colmeia, o correto a se fazer é pedir o auxílio de um apicultor para fazer a extração segura e profissional. Eliminar colmeias configura crime ambiental.


– Se a vítima receber grande número de picadas, chame o serviço de emergência médica para que a pessoa atacada receba os devidos cuidados

– Independentemente do número de ferroadas, se estiver se sentindo mal (queda de pressão, falta de ar, aparecimento de manchas avermelhadas pelo corpo ou outro sintoma), procure atendimento médico imediato. Você pode ser alérgico e precisará de atendimento rápido.

– Retirar imediatamente os ferrões para evitar que todo o veneno seja injetado na vítima. Para isso, não utilizar o dedo ou pinça, a fim de não comprimir a bolsa de veneno. Recomenda-se retirar os ferrões com o auxílio de uma lâmina de canivete ou faca, raspando cuidadosamente rente à pele;

– Lavar abundantemente os locais atingidos com água corrente, sem esfregar a pele para não espalhar mais rapidamente o veneno;

– Aplicar bolsas de gelo no local das picadas para diminuir o inchaço.

– Aplicar no local das ferroadas, sem esfregar, uma pomada com antialérgico e analgésico para amenizar as dores.

– Nos casos de pessoas alérgicas e nos pacientes que não estão passando bem, procurar atendimento médico com urgência. Peça ajuda: em casos de ataques você pode ligar para o Corpo de Bombeiros (193).


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