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SS Great Eastern, 1854, o maior navio da história até então



O SS Great Eastern no porto de Dublin. (Foto: Wikipedia)


SS Great Eastern, este vapor foi um colosso da era vitoriana. O livro ’50 Máquinas que Mudaram o Rumo da História’ , de Eric Chaline (Ed.Sextante), o considera como a nona maior invenção depois de, por ordem: o Tear de Jacquard; Torno Mecânico, de Roberts; Locomotiva Rocket, de Stephenson; Tear de Roberts; Plaina Mecânica, de Witworth; Motor a Vapor, de Carliss; Máquina Diferencial, de Babbage e, finalmente, a Máquina de costura Singer, Turtle Back.


“Nenhum navio construído até então se equiparava em tamanho ou complexidade ao SS Great Estern; sua construção, no entanto, foi encomendada a um estaleiro tradicional britânico, e deixada a cargo de um engenheiro naval de reputação extraordinária: John Scott Russel.”


Apesar de ter sido “atormentado por problemas e contratempos quase desde o dia em foi concebido, o SS Great Eastern com seu casco duplo e sistema de direção mecanizado estabeleceu o padrão para a construção de futuros transatlânticos”.


“O navio teve uma breve carreira como transatlântico de passageiros”. “Na primeira viagem, 1859, uma explosão em uma caldeira matou cinco foguistas e feriu vários outros”.


“Em outra viagem, em 1862, ele teve o casco perfurado na costa de Long Island. Abriu um rasgo 60 vezes maior do que aquele que levou a pique o Titanic“. “Mas, ao contrário deste, o SS Great Eastern, cujo engenheiro Isambard Kingdon Brunel o apelidou de ‘Grande Bebê’, permaneceu na superfície graças ao casco duplo, e chegou a Nova York para ser reparado sem nenhum auxílio externo”.


O navio, construído em Millwall no rio Tâmisa, tinha 211 metros de comprimento por 25m de boca (largura). Deslocava 32.680 toneladas. Podia levar até quatro mil passageiros. Ele era o maior, mais moderno e mais luxuoso navio do mundo. Uma das lendas diz respeito ao possível ‘emparedamento’ de um dos operários, um rebitador. Seu corpo teria ficado dentro das paredes do casco.


Depois de mais de 10 anos como navio de exibição e atração turística na Inglaterra, “terminou sua carreira como casa de concertos flutuante e outdoor gigante”, sendo finalmente desmontado em Liverpool entre 1889 e 1890. Foi desmantelado e vendido como sucata. Fonte: Mar Sem Fim.

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