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União Europeia vê invasão da Ucrânia pela Rússia como iminente



Foto: Efrem Lukatsky/AP Photo


Chega amanhã (15) a Moscou o novo chanceler alemão, Olaf Scholz. É uma última tentativa, por parte da União Europeia, de evitar uma invasão russa à Ucrânia, considerada próxima por quase todos os vizinhos. O governo americano já recomendou a seus cidadãos que deixem o território ucraniano e a companhia aérea holandesa KLM cancelou todos os voos para o país. Ontem, uma leva de helicópteros militares de ataque, usados para carregar grandes levas de tropas, chegaram à região de fronteira onde pelo menos 130 mil soldados russos já estão distribuídos. Ao mesmo tempo, exercícios navais começaram no Mar Negro, ampliando a região de cerco russo. (Guardian)


A preocupação da KLM tem motivo: é trauma. Dos 298 passageiros e tripulantes do Boeing malaio derrubado por russos quando sobrevoava a Ucrânia, em 2014, 198 eram holandeses. (CNBC)


Até o governo ucraniano, que vinha argumentando que não existe ameaça real, mudou de postura. O presidente Volodymyr Zelensky tentou convencer ontem, durante uma ligação telefônica, seu par americano Joe Biden a visitar a capital Kiev e ajudar a diminuir a pressão. "Precisamos impedir que o pânico se espalhe", ele argumentou. Aliados de Zelensky vêm dizendo que, neófito na política, ele não tem escolha que não seja tentar projetar calma. (New York Times)


Dorrit Harazim: "Eis-nos de volta a algo que parecia inimaginável num ontem ainda recente: um embate capaz de resvalar, por acidente de percurso, num confronto direto entre forças das duas maiores potências militares. A partir do maciço paredão bélico russo exibido na região, ficou evidente que um conflito armado na Ucrânia em tudo se assemelharia a uma guerra convencional, com seu corolário de horror também convencional. Não parece sobrar mais espaço para operações cirúrgicas pontuais nem ameaças de represálias financeiras. Embora as mentes humanas sejam o único instrumento do universo capaz de refletir sobre o sentido da vida, cá estamos novamente no umbral de uma guerra." (Globo)

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